Estudo aponta risco de obesidade em crianças expostas a cannabis
Katterina Zandonai
06 de abril de 2022

A obesidade infantil preocupa a maioria das mães. Aquelas que fizeram uso de canabinoides durante a gestação têm um motivo a mais para se preocuparem, pelo menos é o que aponta o estudo da Escola de Saúde Pública do Colorado, nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa crianças expostas a canabinoides durante a gestação correm risco de apresentarem obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 a partir dos cinco anos de idade.
“Existe um equívoco de que a cannabis é segura. Então algumas mulheres podem usá-lo durante a gravidez, pensando que é uma alternativa segura a outros medicamentos, até mesmo medicamentos prescritos. No entanto, estudos mostram conexões entre o uso de cannabis durante a gravidez, baixo peso ao nascer em bebês e problemas comportamentais mais tarde na infância. Além disso, também pode haver links para problemas de glicose e peso”, afirmou a autora dos estudos Brianna Moore.
O estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism concluiu que gestantes que testaram positivo para cannabis eram mais propensas a ter bebês com baixo peso ao nascer. Essas crianças podem apresentar o chamado crescimento pós-natal, que é um crescimento muito rápido para compensar essa falta de peso dos primeiros anos de vida.
“Eles vão crescer tão rápido que podem compensar demais, o que os coloca em risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 mais tarde na vida”, disse Moore.
Ao completarem cinco anos, as crianças do estudo passaram por análises de gordura, massa magra e receberam um teste de glicemia em jejum para determinar os níveis de açúcar no sangue. Crianças de mães que foram expostas a canabinoides durante a gravidez apresentaram níveis mais altos de gordura em seus corpos, mais açúcar no sangue e pesavam mais do que crianças que não foram expostas à cannabis na gestação.
“As mulheres devem abster-se de usar cannabis quando estão grávidas ou amamentando, pois não é segura para uso na gravidez e essa mensagem realmente precisa ser divulgada”, conclui a pesquisadora.
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