Estudo da Portuguesa aponta redução de dor, inflamação e tempo de recuperação, consolidando o canabidiol como aliado da medicina esportiva
O uso do canabidiol começa a ganhar espaço nos bastidores do futebol brasileiro e já apresenta resultados concretos dentro de campo. A Associação Portuguesa de Desportos implementou o CBD em seu protocolo terapêutico após um estudo inédito com atletas e observou melhora significativa na recuperação muscular, redução da dor e menor tempo de afastamento dos jogadores.
A iniciativa foi conduzida pelo diretor de saúde e performance Turíbio Leite de Barros, que liderou um estudo com dez voluntários. Segundo ele, os resultados validaram o uso do canabidiol como ferramenta clínica no esporte. “O CBD mostrou resultados sólidos sem efeitos colaterais, e a aceitação dos jogadores foi imediata”, afirmou. “O CBD não é considerado doping e não leva a sanções esportivas.”
O experimento foi realizado com metodologia duplo-cego e incluiu a aplicação do canabidiol por meio de fitas semelhantes à kinesiotape, já utilizadas no ambiente esportivo. Os dados indicaram melhora nos parâmetros de dor, força e inflamação, além de recuperação mais rápida da flexibilidade muscular.
A adoção ocorre em um cenário em que o futebol investe cada vez mais em ciência e tecnologia. Ferramentas como GPS de monitoramento e termografia já fazem parte da rotina dos clubes, e o CBD surge como mais um recurso terapêutico com potencial de transformar a gestão de lesões.
O debate já começa a ganhar espaço em instituições como a Confederação Brasileira de Futebol e entre outros clubes do país, que acompanham os resultados da Portuguesa com interesse. A expectativa é que a prática se amplie à medida que evidências científicas se consolidem.
No campo regulatório, o uso do canabidiol encontra respaldo internacional. A Agência Mundial Antidoping não inclui o CBD na lista de substâncias proibidas, diferentemente do THC, composto psicoativo da cannabis. Isso permite que atletas utilizem a substância sem risco de punições, desde que respeitadas as normas vigentes.
Na prática, a introdução do CBD tem impactos diretos no desempenho esportivo. Jogadores conseguem reduzir o tempo de recuperação entre partidas, enquanto clubes lidam com menos desfalques por lesão. A estratégia também contribui para a prevenção, ao atuar no controle da inflamação e no equilíbrio fisiológico dos atletas.
A experiência da Portuguesa já desperta atenção internacional e deve ser apresentada em congressos científicos, ampliando o alcance da discussão. Especialistas avaliam que a combinação entre tecnologia, monitoramento e terapias à base de cannabis pode redefinir os padrões da medicina esportiva.
O avanço ocorre em paralelo ao crescimento do uso de cannabis medicinal no Brasil. Segundo o Anuário da Cannabis Medicinal da Kaya Mind, o país já se aproxima de 900 mil pacientes em tratamento, evidenciando a consolidação da planta como alternativa terapêutica em diferentes áreas da saúde.
Para especialistas, o caso da Portuguesa pode marcar o início de uma mudança cultural no esporte brasileiro, em que tratamento e prevenção caminham juntos. A tendência é que outras equipes passem a avaliar o uso do canabidiol, ampliando o debate sobre inovação, desempenho e cuidado integral com os atletas.
