Estudo desenvolvido em Sergipe integra debate internacional sobre doenças crônicas, inovação biomédica e uso terapêutico da cannabis
O professor e pesquisador Lysandro P. Borges, da Universidade Federal de Sergipe, participará como palestrante principal de uma conferência científica internacional realizada na Índia, entre os dias 11 e 13 de fevereiro. O evento acontece na Rajagiri Business School, no campus RCSS Valley, na cidade de Kochi, e reúne pesquisadores, profissionais de saúde e especialistas de diversos países para discutir avanços nas áreas de saúde, ciência biomédica e inovação.
Convidado como Keynote Speaker, o docente levará ao encontro os resultados de pesquisas sobre o uso terapêutico do canabidiol no tratamento do diabetes. Desenvolvido na UFS, o estudo aponta impactos promissores na qualidade de vida de pacientes que convivem com a doença, especialmente no contexto das doenças crônicas e dos distúrbios metabólicos.
A participação do pesquisador reforça a projeção da produção científica brasileira e nordestina no cenário internacional e insere a Universidade Federal de Sergipe em espaços estratégicos de diálogo acadêmico global. O convite também evidencia o reconhecimento crescente das pesquisas envolvendo cannabis medicinal como campo legítimo e relevante da ciência contemporânea.
Segundo Lysandro Borges, a experiência na Índia será fundamental para a troca de conhecimentos, o alinhamento com estudos desenvolvidos em outros países e a construção de parcerias científicas. Para o pesquisador, eventos internacionais cumprem um papel central na circulação do conhecimento e no enfrentamento coletivo de desafios comuns à saúde pública. Ele destaca que doenças como o diabetes exigem abordagens integradas, baseadas em evidências e livres de preconceitos históricos que ainda limitam o avanço científico.
A programação do evento inclui palestras, mesas-redondas e discussões estratégicas sobre saúde pública, pesquisa translacional e clínica, com atenção especial às doenças crônicas não transmissíveis. O debate sobre novas abordagens terapêuticas, como o uso de derivados da cannabis, ganha espaço em um contexto global que questiona modelos proibicionistas e aposta na ciência como instrumento de cuidado, inovação e justiça social.
